Sábado, 24 de Dezembro de 2011

O Caminho

Caminhando passo a passo… seguimos em frente!
As vezes deixamos para o dia seguinte aquilo que podemos e devemos fazer hoje. As vezes não é tarde, mas outras vezes pode ser mesmo muito tarde e, o tempo não permite recuar para seguirmos outros trilhos.
Quando assim é ficamos sem alternativa. Certamente que fica a aprendizagem para que no futuro possamos colocar mais uma alternativa nas possíveis escolhas da vida.
Com a certeza de ter sido possível lhes proporcionar os melhores instantes, o melhor conforto, os melhores momentos, sem dor física, companhia agradável e permanente, nunca lhes faltou os melhores cuidados e higiene… sentimos uma revolta porque há tantas perguntas ainda sem resposta.
Do caminho a seguir, marcado pela saudade e pela nostalgia de grandes momentos partilhamos aqui apenas 2 ou 3 fotos do nosso álbum.





Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

A Peneda Furada

A Peneda Furada.
Em tempos passados em que a agricultura de subsistência impunha obras e feitos mais arrojados, o meu avô materno com a coragem e determinação em conjunto com amigos da vizinha aldeia da Ribeira Cimeira, ergueram-se com "picaretas" e "barras de ferro" e deu nesta passagem no Casal dos Moinhos, que sempre ouvi chamar de “Peneda Furada”.
Fotos da Peneda Furada do lado Poente, incluindo as seguintes.





Fotos obtidas da Penda Furada do lado Nascente, incluindo as seguintes



Rio ao lado da Peneda Furada

A "Gola" do poço junto a Peneda Furada

Domingo, 27 de Março de 2011

A Aldeia do Casal do Moinhos - Góis

De salientar que a Aldeia do CASAL DOS MOINHOS é independente, logo não pertence nem é um lugar da aldeia do Esporão, nem da aldeia da Ribeira Cimeira, nem de qualquer outra. A aldeia do Casal dos Moinhos é tal como essas outras aldeias, (Esporão; Ribeira Cimeira) lugares ou aldeias do Concelho e Freguesia de Góis.
Consideramos pertinente esta informação, dado que já lemos noutros blogues frases que identificam O Casal dos Moinhos como sendo um lugar delas! Efectivamente o património é apetecível, mas encontra-se na Aldeia do Casal dos Moinhos e não nessas aldeias vizinhas. Claro que tivemos o cuidado de comentar esses artigos, mas como já esperávamos os seus “bloguistas”, não aprovaram os nossos comentários que apenas tinham a intensão de esclarecer e repor verdade na informação. Assim optamos por deixar aqui esta informação que julgamos ser relevante devido ao exposto, e essencialmente para que não restem dúvidas.
O Casal dos Moinhos não é do lugar ou da aldeia do Esporão nem da Ribeira. O Casal dos Moinhos é uma Aldeia como o Esporão ou a Ribeira e que repito, tal como estas faz parte do Concelho de Góis e Freguesia de Góis.

O Casal dos Moinhos

Divagando sobre o seu Património e sobre a sua História.
CASAL DOS MOINHOS é uma aldeia situada na Beira Serra no meio das Serras na margem direita do Rio Sótão, pouco depois da junção da Ribeira do Loureiro e da Ribeira da Pena. CASAL DOS MOINHOS é uma das aldeias da Freguesia e Concelho Góis, Distrito de Coimbra. Situam-se no mesmo lado da sua encosta a montante as aldeias da Ribeira Cimeira e Fundeira Cerdeira e Vale Torto. Temos ainda a aldeia da Pena que fica no outro lado da serra; a jusante temos as aldeias da Ponte do Sótão, nas costas da mesma Serra e já do outro lado encontra-se as aldeias de Cimo do Alvém, Ladeiras, Carvalhal Miúdo, Esporão e Povoa da Cerdeira.
Todas estas aldeias pertencem à mesma autarquia, mas todas são independentes umas das outras.
A Aldeia do Casal dos Moinhos encontra-se a uma distância de 210 Km em linha recta, do Centro dos Reactores Nucleares da Central Espanhola de ALMARAZ. Este facto é sem dúvida muito preocupante.
No CASAL DOS MOINHOS não existem actualmente habitantes em permanência absoluta, situação que brevemente se vai alterar.
Esta É um lugar místico pela sua história, quer social quer pelo seu património único e próprio.
Desde os moinhos ou azenhas que dão o nome à aldeia, há rochas com perfil único, desde a altura da exploração do minério que por ali passaram pessoas que marcaram no tempo a sua passagem e lhe deram um caris único, até gerações mais recentes, como foi o caso do meu avô materno que com a ajuda do “Marques” da Ribeira Cimeira e outros, deixaram a sua marca nos monumentos escavados e esculpidos nas rochas como é o caso da “Peneda Furada”; o “Calhau Rachado”; as “Covas das Enguias”; depois há ainda os lugares míticos como é o caso da “Fraga Grande”; da “Peneda dos Corvos”, passando pelos sítios cuja flora é única nomeadamente em relação às espécies existentes por exemplo no “Vale dos Carvões”; na “Molhada”; na “Copeira”; na “Cavada” desde os conhecidos “Fetos Reais” até um sem fim de espécies cujas particularidades já há alguns anos foram realçadas e até classificadas por Biólogos e Botânicos.
Prometemos um destes dias colocar aqui algumas fotos de algumas das espécies.
A riqueza deste património natural, existente na aldeia de CASAL DOS MOINHOS sempre foi, é e será preservado pelos proprietários destas terras.
Nos meados do Século XX, havia alguma afluência de pessoas, dado que os habitantes das Aldeias Vizinhas, (Ladeiras; Cimo do Alvém; Esporão; Ribeira; Cerdeira; Carvalhal Miúdo) que levavam o milho e centeio para o Moinho / Azenha e no regresso trariam a Farinha, que depois utilizavam por exemplo no fabrico da “Broa” (Pão de Milho) ou nas “Papas”.
Nessas épocas chegou a ser feita a exploração desta actividade de forma regular com a passagem pelas aldeias do “Moleiro” (Ti Virgílio) acompanhado do seu “Burro” que transportava a farinha e no regresso trazia o Milho para ser moído nas suas azenhas, que era entregue aos “fregueses/clientes” na volta seguinte.

Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Roubos, vandalismos….outra vez no Casal dos Moinhos

De facto a nossa sociedade já não é o que era. Outrora deixava-se a chave na porta pelo lado de fora. Hoje aproveitam-se da calada da noite ou fazem-no em pleno dia, uma vez que nem sempre há por ali pessoas.
Com facilidade nos acessos, leva-se uma carrinha com um guincho e toca a roubar as pedras do moinho. As mós que o meu avô adquiriu com o suor e sacrifício e sabe-se lá quantas lágrimas. Mas a sua perseverança e convicção não só do negócio, mas acima de tudo do bem servir das populações das aldeias vizinhas.
Seguindo os mesmos passos e os mesmos principios de bem servir as populações vizinhas, o meu Pai que trocou a vida da Cidade, pela vida do campo, e naturalmente radicou-se no Casal dos Moinhos. Este com o seu espírito de bem servir quem lá se deslocava, passou a dedicar-se a profissão de "Moleiro"  indo de amiude ou com alguma frequência até às aldeias vizinhas com o burriquito que carregava para lá a farinha e depois para cá o milho que outrora as pessoas carregavam à cabeça.
Sei que meu Pai sempre angariou a amizade e o respeito de muitas pessoas, mas como há sempre uma ou outra excepção, talvez tenha feito alguns inimigos, pessoas certamente de poucos escrúpulos, que hoje, aproveitando-se da sua ausência, lhes subtraem aquilo que sempre lhes fez inveja. As pedras do moinho.
Livrem-se que eu descubra onde se encontram as mós e livrem-se de eu vir a descobrir quem roubou, por isso não vou perdoar!
Roubaram e também Vandalizaram o interior do moinho… que pena eu não os ter apanhado em flagrante! Pode ser que um dia… Nos livros, em quase todas as histórias, parece ser normal o malfeitor ou criminoso voltar ao lugar do crime…
Partilho as imagens do interior da casa do moinho vandalizada de onde roubaram as pedras ou mós e ainda o lugar por onde as pedras foram até a estrada.
Só não publico as fotos das coisas deixadas (certamente por desleixo ou esquecimento) por quem supostamente roubou as pedras. 


Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Quarta-feira à tarde.


A vida era difícil e árdua, mas encantadora. Saborear as recordações que nos vem à memória intensificado pelo perfume emanado das flores que já naquele tempo ali existiam, faz sentir em nós um sabor a saudade incalculavel.

Recordamos as pessoas que nos visitavam, uns para moer o milho, outros apenas porque vinham à pesca da truta, outros porque vinham tomar banho e outros que o faziam apenas por cortesia.

Lembro-me ainda muito bem de alguns casais que nos visitavam cada ano….

Hoje está um pouco diferente, há muito mato, está mal cuidado, como costumo dizer: falta-lhe a mão do meu Pai que cuidava das árvores, das plantas e desta terra…. Mas a pouco e pouco estamos a reunir condições para que no Casal dos Moinhos volte a haver vida e fazer com que valha a pena viver no Casal dos Moinhos.











Numa quente tarde de primavera

Um final de tarde quente e tranquilo à beira da tépida e límpida água que corre serpenteando as pedras, rochas e obstáculos que vai encontrando por este rio abaixo.

Outrora neste lugar havia um pequeno açude que obrigava a água a percorrer a levada que alimentava a caleira do moinho.

Neste lugar onde eu passei a minha meninice, recordo com saudade o tempo que passou e que não volta mais.

Não posso deixar de partilhar as curtas imagens que ontem recolhi naquele lugar.

Sábado, 15 de Maio de 2010

Passeio ao Poço do Forno.

Passeio ao Poço do Forno.

Depois de algum tempo sem visitar as fontes de água ao fundo do Vale dos Carvões, fomos até ao conhecido poço do forno. O nome foi lhe dado pelo facto de existir um buraco na rocha que se assemelha a um forno, outrora esconderijo para os peixes.

Quando eu era pequeno, e ia pescar, caminhava até a rocha por cima do referido buraco e dai lançava o anzol. Era um dos lugares onde sempre se apanhava peixe.

Com muita tristeza minha, nesta visita não vi um único exemplar de qualquer especie de peixes que no passado recente por ali até abundava. Antigamente em todos os poços havia sempre mais que um exemplar de cada uma das duas espécies ali existentes. Hoje, já nada é como era.

Nem mesmo os acessos dificultados pela vasta vegetação fazem com que as pessoas exterminem a vida natural deste pacato rio, que serpenteia os vales por onde passa e em cada um deles recolhe as limpidas águas de cada fonte.

Deixo aqui alguns dos registos fotográficos obtidos nesta visita. Mais uma vista relâmpago.







Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Visita relâmpago no Domingo de Páscoa

A visita ocorreu no domingo de Páscoa. O dia estava de facto radiante. Céu limpo com um azul majestoso do qual já sentia saudades, a temperatura primaveril, talvez até um pouco acima da média, sentia-se uma leve brisa que trazia até nós os perfumes da ainda terra molhada.
Curiosamente no dia anterior tinha chovido!
Foi uma visita relâmpago, que durou do meio da manhã até depois do almoço no Beira Rio. Mas foi o suficiente para matar as saudades, e, lembrar dos tempos da minha meninice, pela altura das férias da páscoa.
O cheiro a primavera vai tomando o lugar ao inverno, fazendo esquecer as dificuldades das suas intempéries e dificuldades, acrescentando assim uma nova esperança na vida que corre para o Verão e com ela a beleza dos campos novamente em flor, os seus perfumes, o chilrear dos passarinhos. ....
E foi mais uma visita a este lugar de encantar - O Casal dos Moinhos.

Ficam aqui apenas alguns registos fotográficos:

O contraste das serras com o mar! O mar frente à praia velha…

Domingo, 11 de Abril de 2010

O tempo passa

Cada dia que vamos vivendo, acreditamos que o dia seguinte será melhor, com mais paz e amizade entre as pessoas, onde não há mais lugar a discórdias e zangas, onde se possa usufruir das coisas boas que temos. Não custa nada aprender a viver num mundo onde a nossa liberdade acaba onde começa a o outro, onde as boas práticas e costumes são respeitados. Parece complicado mas não o será, desde que todos queiramos que aconteça. Basta nós queremos.
O tempo passa, e com ele também nós vamos passando, dentro de algum tempo apenas resta a nossa memória, seja por textos deixados em livros, revistas, jornais ou em sites, alguma ou outra fotografia e certamente nalgum acto ou acção mais altruísta em benefício de algo comum, seja ele político, religioso ou simplesmente a pensar no bem-estar das populações.
As nossas obras, feitos ou seja lá o que for de mais eloquente se encarregará de nos perpetuar ou não na história das pessoas ou das localidades. Afinal isto é para já uma pequena passagem, que não justifica as “guerras” quezílias e tormentos que possamos passar ou fazer passar aos outros. Nada justifica que não possamos viver em harmonia com os outros e com a natureza, com as coisas que encontramos e com as coisas que dizemos ser nossas, mas que ficam cá para os outros, sejam descendentes ou não no dia em que partirmos.
Li num livro que todos conhecem, eu li: …“…porque tu és pó e ao pó voltarás….” … Vale a pena o sofrimento que vivemos no dia-a-dia, lutando pela sobrevivência e as vezes sem saber dar o valor às coisas que realmente devemos dar e, e nem damos conta das coisas que nos rodeiam?
Quanta luta, quanto stress, quanto sofrimento passamos ao longo da vida, para depois num dia, numa qualquer hora tudo deixar de existir e de fazer qualquer sentir?
Para as pessoas que são crentes em uma religião, seja ela qual for e independente do seu acreditar e da sua forma de pensar que desde já eu respeito, permita-me dizer que o único desejo aqui expresso é de que apenas nos devemos respeitar mutuamente.
Talvez este pensamento esteja fora do contexto deste espaço que eu reservei para escrever sobre a terra que me viu nascer, mas quem sabe se um dia também me vai ver morrer.
O essencial é que possamos usufruir das coisas belas e simples que a natureza selvagem nos oferece, bem como das coisas que podemos potenciar para vivermos melhor em conforto, comodidade e partilha com outros.
O tempo passa, e se nós tivermos tempo para fazer uma avaliação aos nossos comportamentos e ainda for tempo de corrigir alguns actos ou acções que por alguma razão nos possam incomodar, que o façamos, pois muitas vezes o tempo passa, não damos conta e chegamos ao fim do caminho. Nessa altura já não há tempo!
Muito mais haveria para escrever aqui, mas fica para outra ocasião.