sábado, 22 de Agosto de 2009

Recordações do Casal dos Moinhos

Nem sempre a recordação dos bons momentos alimentam o dia-a-dia e nem por sombra conseguem alimentar a nossa alma. Quando era miúdo e ainda frequentava a escola primária e depois a secundária tive sonhos que queria realizar longe das origens. Alguns desses sonhos já se realizaram. Mas outros mas recentes ainda não!
Um dos sonhos comuns de qualquer ser humano é ter a profissão que sempre sonhou. Eu, hoje tenho o privilégio de trabalhar na profissão que mais gosto e ainda posso escolher os meus parceiros, o que me dá um prazer incrível e é seguramente um dos factores mais importantes para a minha realização pessoal. Posso ainda sumar mais uma familia maravilhosa.
Nesta semana, num almoço de trabalho, tive o privilégio de saber boas noticias sobre vários assuntos e alguns aspectos, incluído alguns que se prendem com a realização de alguns sonhos, mas agora voltados agora para a terra que me viu nascer.
Sobre esta terra, o lugar vulgarmente chamdo de "O Moinho", mas de nome "Casal dos Moinhos", da qual tenho tantas e boas recordações, algumas delas vividas tão intensamente que, potenciado pela música que escuto, me faz sentir nostálgico.
Faz-me lembrar o Sobrenome de um dos meus amigos, que há uns dias (13 Junho) teve um sinistro na Serra da Estrela quando pilotava um Helicóptero. O seu sobrenome é “Arechaederra”, cujo significado da palavra eu atribuo ao Casal dos Moinhos.
Por hoje termino com a inclusão de algumas imagens tiradas nesta terra única.

O Poço do Moinho
O Fim do dia, com o Por do Sol
O Pedro e o Diogo, quando estavamos de regresso a casa.
Os meus filhos adoram aquele Lugar.
O Vale dos Carvões.
Fotos: Victor G.

domingo, 2 de Agosto de 2009

Viagem em 01 de Agosto de 2009.

Apesar de ser sábado, o dia começou cedo. Às 08h00 em ponto como sempre o sino da igreja tocou as 8 badaladas que me fizeram despertar.
Depois das habituais rotinas matinais, tirei o carro da garagem e fui até à padaria, regressei a casa com o pão quente, depois, sem primeiro resistir a um pão quente e estaladiço com manteiga fui até à sala.
Sentado no sofá via as primeiras notícias do dia. Dizia o jornalista da estação de TV que sintonizava, que a previsão do estado do tempo era de um dia com tempestades, vento forte, chuvas intensas e até trovoadas, encontrando-se vários distritos em alerta amarelo por causa da previsão meteorológica. (Choveu um pouco, mas nada de mais )
Entretanto o meu filho, que já havia acordado veio ter comigo à sala sentado ao meu lado no sofá e sugere:
“Pai, vamos almoçar a Góis? Depois, vamos até à tua terra, aproveitamos hoje, porque temos cá o Jeep.”
Imediatamente senti aquela euforia e vontade de sentir novamente o cheiro da terra molhada, a frescura e a humidade daquele lugar único, tirando assim partido do estado do tempo que nos brindou com uma chuvada no primeiro dia de Agosto.
Minha mulher que entretanto veio até junto de nós, aproveitamos e apresentamos o nosso projecto para ir almoçar a Góis. Esta situação ia alterar os planos que havíamos decidido durante o jantar da noite anterior, porém ela de imediato concordou, e de seguida a minha nora também, e assim, depois de todos tomarem o pequeno-almoço, distribuímo-nos por 2 carros e seguimos viagem rumo ao Casal dos Moinhos.
Também por ser final de semana, acabamos por nos atrasar e decidimos almoçar num dos restaurantes que habitualmente frequentamos nas nossas viagens à aldeia, não em Góis, mas na também bonita vila de Miranda do Corvo, depois seguimos directamente para o Casal dos Moinhos.
No alto da serra, deixamos o carro e seguimos todos no Jeep, para os mais miúdos foi uma viagem cheia de emoções.
Chegados ao largo, saímos do carro e logo sentimos aquele perfumo místico, único daquele lugar. O Som da água a correr no rio e ainda o canto de alguns passarinhos.
Algumas dos mais jovens, foram até ao Rio, outros depois de verem o estado de degradação das casas, incluindo o roubo do fogão velho de lenha, etc. e a queda do tecto de madeira, voltaram para o carro.
Mais tarde, viajamos até Góis, lanchamos e passeamos a beira do Rio.
A minha neta adorou chapinhar na água junto à praia fluvial. Seguiu-se a viagem de regresso, jantamos num dos famosos restaurantes, incluídos nos roteiros gastronómicos, situado no IC2, na zona de Pombal, e, cerca das 22h30 chegamos a casa, acabando assim mais uma visita relâmpago à Aldeia que me viu nascer e crescer até a adolescência.
Deixo aqui alguns registos fotográficos, que mostram alguns dos momentos e que relembram a nossa viagem ao Casal dos Moinhos em 01 de Agosto de 2009.









1ª Foto - Góis - Sofia a chapinhar na água.
2ª Foto - Casal dos Moinhos - "Largo";
3ª Foto - Casal dos Moinhos - "Casa do Moinho";
4ª Foto - Casal dos Moinhos
5ª Foto - Casal dos Moinhos - Rio
6ª a 8ªFoto - Casal dos Moinhos - "Os Jovens no Rio"
9ª Foto - Casal dos Moinhos - "Meu filho, mulher e nora, frente à Casa"
10ªFoto _ Casal dos Moinhos - "Largo"

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

O RIO E AS AZENHAS

Hoje, veio à memória os tempos de verão na minha meninice e recordo o pastoreio do pequeno rebanho de cabras, que comendo os viçosos “carriços” e outras ervas crescidas naquelas margens por onde corria água límpida do rio, serpenteando as pedras, as rochas, ultrapassando todos obstáculos, precipitando-se por vezes nalgumas lindas quedas de água...
Não se extingue no texto as tantas e tão belas recordações.
Retomando o texto iniciado onde referimos as principais Azenhas a montante e apenas as mais próximas da localidade de Casal dos Moinhos, queremos referenciar algumas das Azenhas também as mais próximas a jusante, iniciando pela mais perto da localidade, e que já havíamos referido o Moinho do Esporão.
Moinho do Esporão inserido numa pequena na margem direita do Rio entre as propriedades do “Lameiro” e do “Bocado do Barroco”. Este imóvel, desde a minha meninice que se encontra em ruínas e cheio de silvas.
Segue-se o leito do Rio e ao fundo do Vale dos Carvões, propriedade do Casal dos Moinhos, onde há um dos 4 soutos de Castanheiros, mesmo no inicio do “Poço do Forno” há o Moinho do Félix. Um pouco mais em baixo já no final da curva encontra-se o Moinho de Cimo de Alvém.
Estes dois últimos Moinhos distam pouco da antiga Localidade chamada de Soito Redondo, na qual eu já não me recordo de ter visto habitantes.
Do Casal dos Moinhos para a Localidade de Ponte do Sótão, encontrava-mos pelo caminho a LOcalidade de Soito Redondo, hoje completamente em escombros, no qual eu nunca conheci ninguém, embora minha Mãe que hoje completa 84 Anos, me referiu uma série de pessoas que por ali habitou, mas, continuando o percurso, segue-se a Localidade de Arieiro onde me lembro de ter conhecido o Sr. Guilherme Barata e a Sr.a D. Maria, eram os avós do meu antigo colega da escola primária e amigo o Francisco. No Arieiro vivia ainda um outro casal , o Sr. Mário e a Sr.a D. Nazaré. Lembro-me ainda da filha deles a Elvira, uma jovem rapariga muito mais nova que eu.
O Sr Mário, trabalhou ainda para nós na plantação de Eucaliptos, Castanheiros e na conservação dos caminhos e também na agricultura.
Seguia-se a Localidade do Relveiros, onde reza a história viveram a Sr.a D. Jacinta, mulher do Sr. António, a quem eu estou eternamente grato pelos cuidados que prestou a mim e à minha mãe.
Depois de passar o monte dos Relveiros já se sentia a vida na Ponte do Sótão, no meu tempo, a Fabrica de Papel ainda funcionava. Aliás eu trabalhei naquela que foi uma das grandes empresas na construção de riqueza e de postos de trabalho na altura.

terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Apenas sonhando

Podia começar este texto de mil e uma maneiras, mas prefiro iniciar pelo som de um piano, de uma guitarra, um saxofone ou uma harpa.
O som do silêncio…
O canto de um pássaro, uma queda de água, o vento a soprar nas folhas das árvores.
O azul do céu, o verde da erva, ou milhões de cores que se podem encontrar no matagal e nas arvores em redor.
O cheiro das flores, das ervas secas, o cheiro misturado com a frescura de uma fonte, ou mesmo o cheiro da terra molhada depois de uma chuvada num solo quente de um dia de verão.
Sonhar com os recantos, com os caminhos, os lugares percorridos, o subir e descer serras e montanhas, passar no meio dos fetos cobertos pelas altas árvores. Abrir caminhos pela natureza selvagem, onde cobras, lagartos, gafanhotos, borboletas e outras espécies se escondem.
Sonhar com os tempos em que o murmúrio das águas do rio quebrava o silêncio…
Os sonhos de menino, a pouco e pouco se iam moldando à outra realidade, a realidade da vida. Uns dias motivado ora outros dias auto-motivado, se iam caminhando em direcção ao futuro.
Sonhos davam lugar a projectos, outros projectos faziam nascer outros sonhos. Sonhos uns realizáveis outros impossíveis… mas como havia lido num poema: “o sonho comanda a vida”…
Ora por aqui, ora por ali.
As recordações… sonhos… projectos, e os dias iam passando, um após outro, somando semanas, meses e anos. Os dias continuam passando…
Cada dia aprendo mais e mais. Até uma criança na sua mais pura simplicidade me ensina.
Aprendendo que nem tudo quanto “luz” é ouro, às vezes pode ser uma ilusão, como outras vezes pode ser um diamante.
As pessoas…os caminhos percorridos, as orientações tomadas, uma ou outra visão menos distorcida, podem fazer diferenças.
A aprendizagem de uma vida cheia de lutas, trabalho, projectos e mesmo sonhos realizados, outros por realizar.
A conquista dos desejos, o alcançar objectivos, decisões tomadas em função das atitudes e da personalidade marcam cada dia da vida.
A atitude perante tudo e todos, é, o resultado do que queremos construir, fruto das decisões, das atitudes e da aprendizagem.
Na luta diária, às vezes passamos por caminhos e estradas, veredas e até auto-estradas, mas por vezes nem reparamos nas coisas, nas pessoas, nos momentos que nos ficam à nossa beira e que depois de por elas passar, jamais voltamos a ter e a viver aquele momento que já passou.
Momentos… momentos únicos, apenas vividos naqueles instantes.
Momentos que jamais voltarão e que hoje são definitivamente do passado. A nostalgia que invade cada segundo de cada sonho vivido ou por viver.
Em silêncio, recordo e sonho, deixando-me levar pela melodia que aqueles sublimes instrumentos ainda tocam para mim.
Dando largas à minha imaginação, percorro todo o tempo desde que me lembro ser eu, até ao dia de hoje e projecto o dia de amanhã, sonhando.
Apenas sonhando.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Um dia no mar...

Diferente do som do silêncio habitual no Casal dos Moinhos, decidimos, em vez de viajar para a Aldeia que me viu nascer, passar um dia no mar, a bordo do barco do Pedro.
Os três. Apenas eu, e os meus filhos.
Decidimos desfrutar do calor, do cheiro do mar… da água salgada.
O vento suave quebrava o calor e, levava as melodias gravada nos vários CDs que o Diogo tinha preparado e gravado. O alinhamento musical foi cuidadosamente preparado e era adequado para se ouvir no alto mar.
A viagem correu como estava previsto, apenas alteramos as actividades. Substituímos a pesca por nada, apenas uma boa conversa, colocar as notícias em dia e ouvimos a música seleccionada pelo Diogo e decidimos não fazer nada, apenas navegar… navegar… Claro que na hora do almoço, ancoramos na marina e deliciamo-nos com um requintado almoço, depois levantamos o "ferro" ou âncora e voltamos para o mar.
Mas palavras para quê? Deixo apenas umas fotos que falam pelo dia que pude desfrutar na companhia de meus filhos.





video

segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Lloyd’s of London

Os Lloyd's of London é um mercado de seguro não directo e resseguro britânico (UK).
Diferente da maioria das resseguradoras que operam no mercado de resseguro, Lloyd's of London não é uma companhia nem uma corporação. Ela funciona como um local de encontro em que vários Deputados Financeiros (ou members), quer indivíduos (tradicionalmente denominados como Names) quer corporações, juntam-se para contribuir para um fundo comum e para propagar os cálculos de risco.
Foi fundado no final do século XVII por Edward Lloyd, proprietário de uma taberna, onde se reuniam os agentes de seguros marítimos da cidade.
Das observações que fazia Edward criou o Lloyd News, em 1696, e anos depois a Lloyd List, fazendo de seu estabelecimento um centro de actividade de seguros marítimos.
De ponto de encontro de negociadores locais a agora Lloyd Coffee House ganhou fama e passou a abrigar, em 1727, uma sociedade baptizada de Lloyd London e que veio a tornar-se na maior organização de seguros do mundo, reunindo diversos seguradores individuais e Sindicatos, onde operam as maiores Seguradoras e Resseguradoras.
A corporação mudou-se do café na Tower Street para o edifício da Royal Exchange em 1818.
Hoje ocupa o sólido e seguro edifício que se vê na foto abaixo.
A Azafama dentro dele é de por os cabelos em pé, mas tudo funciona em pleno. O rigor, a rapidez e a sólida garantia são alguns dos factores constatados.
Quem conhece a actividade que se desenrola ali dentro, apercebe-se de uma outra dimensão dos seguros.
Não é possível sequer encontrar algo que seja comparável entre o Casal dos Moinhos e Londres, mas isso não me impede de mesmo assim deixar ficar aqui apenas um sumário da actividade profissional que me levou até aos mercados dos Lloyd’s of London.


Não posso deixar de mencionar aqui uma referência muito especial e uma palavra de eterna gratidão a Colin Mahoney e Carol Ann Mahoney.




Outro, dos edifícios emblemáticos na “Zona do Ouro” em Londres é o Edifício da Swiss Re, que pode ver em baixo:

My friends Colin and Carol, Foto in Saint Albans (United Kingdom)

Fotos: Victor G. 2008.

terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Mais uma Geração.

Já são quatro gerações.
O mês de Outubro chegou e com ele veio mais uma geração.
Eram 11h30 de quarta-feira quando tudo parou.
Veio ao mundo a Sofia, cuja Bisavó e Avô Materno nasceram e cresceram no Casal dos Moinhos.
Com mais um elemento na família, o Casal dos Moinhos passou a ter mais ênfase e torna-se cada vez mais premente a realização das obras que temos em projecto. Renovar e melhorar o aspecto arquitectónico das casas existentes, mantendo o seu traçado natural, semelhante às casas de outras aldeias de xisto, reformular os acessos, criar novas infra-estruturas, para que não sejam só os fins-de-semana, mas dotado de todas as comodidades e condições para que partir de lá se possam até desenvolver-se algumas das actividades e dos negócios da família, fazendo com que se possa permanecer mais tempo naquela que já foi uma aldeia visitadas quase diariamente por pessoas de outras aldeias que se deslocavam para ir moer o milho e recolher a farinha, para de seguida confessional a magnifica broa ou pão de milho que só naquelas zonas e naquelas aldeias se podia degustar.
O trabalho aliado a sobriedade do local, onde o tempo pára. O rio, cujas limpidas águas deslizam por pequenas cascatas formadas por pedras e rochas, mermuram, cantam e encantam, associado ao ar puro que se por ali respira, quebrado pelo perfume das urzes, torna-se num lugar místico e paradisíaco, fonte de "anti-stress."
As águas, cujo paladar é único, são fontes de frescura natural a brotar dentre rochas e areias, capazes de nos fazer esquecer as lamúrias e preocupações da vida.
Todos estes e muitos outros factores são os mais eloquentes e apropriados para receberem a Sofia que julgo irá adorar, tal como o seu Pai, que adora a terra do Pai dele. - O Casal dos Moinhos.

Eu, (com minha neta ao colo) e meu Filho Pedro - Pai da Sofia.

O Diogo - Tio da Sofia

Os Bisavós da Sofia







sábado, 13 de Setembro de 2008

Perfume de Outono

Nostalgia
Neste dia radiante, coberto por um manto azul no céu, o sol aquece com todo o seu esplendor, dá vontade de caminhar por entre a luxuriante vegetação e procurar os locais mais frescos, abrigados nas sombras e sentir o perfume do quase cheiro a Outono.
Escutar a cigarra ao longe, um ou outro pássaro esvoaça por entre as pernadas das azinheiras, mais o som das águas que serpenteiam cada sulco, cada rocha, cada poço, com destino sabe-se lá onde…
O sabor desta paisagem, convida a uma sesta, em cima do fresco musgo de uma qualquer sombra.
A sensação de liberdade e de paz possíveis de encontrar nestas paisagens, onde não há o stress das cidades, nem mesmos das vilas ou dos grandes centros urbanos. Aqui é possível meditar e acreditar nos sonhos e nos projectos que nos auto motivam para cada dia de árduo trabalho, no caminho que nos leva a concretização dos nossos objectivos.

Imagens associadas:
Foto: Vista parcial da encosta do Penedo junto à Ribeira da Pena, nas Entre-Ribeiras, tirada do alto do cabeço. (Em cima)

Foto: Vista da Casa do Caniço, Bocado da Oliveira e Encosta do Cabeço do Soito Redondo. (Em Cima)

quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Utopia?

Um amigo meu, hoje enviou-me, como é costume mais um e-mail com uma mensagem tão profunda que me veio a memória, os tempos idolos em que frequentava a Escola Primária na Cerdeira. Fazia todos os dias de aulas o percurso do caminho a pé, à tarde, no final da Escola, caminhava até à Ribeira depois seguia para casa e a chave estava na porta… mesmo que minha mãe e meu pai não estivessem por perto, outras vezes fazia o percurso com os colegas do Esporão e das Ladeiras e vinha até ao Esporão e descia a Serra. Mesmo sem meus pais em casa, lá estava a chave na porta. Por isso decidi aqui partilhar esta mensagem que o meu amigo me enviou. A decisão de a publicar não foi fácil, pois presumo, haverá pessoas que certamente não acreditam que era assim nesses tempos, mas, devido ao seu conteúdo vou transcrever a mensagem cujo autor é desconhecido:
QUERO VOLTAR A CONFIAR.
Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afecto. Impensável responder de forma mal-educada aos mais velhos, professores ou autoridades…
Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do nosso bairro, da nossa cidade…
Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror…
Hoje deu-me uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos.
Por tudo o que os meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Não levar vantagem em tudo significa ser idiota.
Pagar dívidas em tempo útil é ser tonto…
Amnistia para corruptos e ladrões…
Que aconteceu connosco?
Professores maltratados nas salas de aula,
Comerciantes ameaçados por traficantes,
Grades nas nossas portas e janelas.
Que valores são estes?
Automóveis que valem mais que abraços,
Filhas querendo uma cirurgia plástica como presente de passagem de ano.
Telemóveis nas mochilas de crianças.
O que vais querer em troca de um abraço?
A diversão vale mais que um diploma.
Uma Televisão vale mais que uma boa conversa.
Vale mais uma maquilhagem que um gelado!
Mais vale “parecer” do que “ser”…
Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a rectidão de carácter, a cara limpa e o olhar olhos-nos-olhos.
Quero a vergonha na cara e a solidariedade.
Quero a esperança, a alegria, a confiança!
Quero calar a boca de quem diz: “ temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã! E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum, onde existam o amor, a solidariedade e a fraternidade como valores fulcrais.
Vamos voltar a ser “gente”, A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia?
Quem sabe?...
Precisamos de tentar…
Os nossos filhos merecem e os nossos netos certamente nos agradecerão!”

Sendo esta mensagem tão profunda e actual, acho que vale a pena pensarmos nisto. Gostava de voltar a viver no Casal dos Moinhos e não estar preocupado se posso perder a chave de casa.
Antigamente também havia situações más, mas eram, acho eu, com menos frequência.
Lembro-me quando era pequenino, um dia depois de nosso jantar, meu Pai tocava guitarra para nós e cantarolava uns versos, e nesse dia, fomos surpreendidos com o crepitar de lenha a arder, de forma tão violente que saímos à rua. Alguém tinha ido colocar fogo à lenha que meus Pais tinham apanhado no verão, e guardavam no sítio do forno. Tudo estava a arder! Eu tive tanto medo…
Alguém era tão ruim ou invejoso que havia deitado fogo! Nunca mais esqueci este episódio.
Eu pequenino, apenas questionava: Porque fizeram isto? Meus Pais tinham trabalhado tanto, mas tanto para termos lenha seca e enxuta para não deitar tanto fumo no Inverno…
Agora ficamos sem nada de lenha!...
Por isso, já nessa altura havia uns “tipos malandros” e muito "cobardes".
Hoje as noticias dos Jornais, nos telejornais, nos noticiários radiofónicos uma grande parte é sobre assaltos, roubos, crimes, etc.
Penso que cabe a todo o cidadão tentar mudar este declínio da sociedade.

terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Casal dos Moinhos - Gois

A Humildade nem sempre é sinónimo de má educação, mas por ser humilde, não tem de admitir que outros se atravessem na sua liberdade, no seu espaço social, no seu espaço cívico, muito menos ter de ouvir desaforos e calar.
Humildade sim, mas com os mesmos direitos, com as mesmas liberdades e garantias, para que todos os cidadãos tenham e usufruam dos mesmos direitos cívicos, independentemente da sua situação económico-social, da sua posição politica, que não é a mesma coisa que cultura e educação, aliás, em certa medida nem uma coisa tem a ver com a outra.
Sabendo eu que a minha liberdade acaba onde começa a do outro, é recíproco, que a do outro acaba onde começa a minha.
Todos nós quando nascemos, nascemos igual, com os mesmos direitos, as mesmas liberdades e as mesmas garantias e até as mesmas obrigações, porém, todos nós sabemos que isso não é bem assim. A cor, a condição económica, a condição social, a condição cultural, etc, etc sempre fizeram, fazem e farão ao longo dos tempos com que cada ser Humano trave uma luta, sempre desigual, tentando incutir no outro a sua forma de pensar, a sua ideologia, esquecendo que o outro também pensa, também tem a sua própria ideologia, logo o que para um ser humano é, para o outro não será…
Noticias há por todos os cantos que nos trazem invasões, guerras por tudo e por nada, etc. Etc. Tal como de uma pequena poupança pouco a pouco se constrói uma grande poupança, também a pouco e pouco uma má interpretação de algo, somada muitas vezes, poderá dar uma grande confusão. Para evitar isso, quero deixar bem claro que:
Quando criei este Blogue, foi para dar a conhecer através do mundo virtual o lugar onde nasci, nas terras, propriedade, de meus pais, que já eram de meus avós maternos umas, outras foram adquiridas pelos meus Pais, portanto não vou acalentar nem permitir, porque não foi esse o destino deste blogue, alimentar nada que não seja válido, identificado, e que do meu ponto de vista, não seja para divulgar as terras do Casal dos Moinhos. A minha terra natal.
Naturalmente que, aceito com toda a minha humildade escutar todas as opiniões, sugestões e ideias, como acho ser normal a qualquer ser humano. Naturalmente que farei o meu próprio julgamento sobre os mesmos e tirarei as minhas próprias conclusões.
Quem quiser partilhar noticias, acontecimentos, publicar fotos deste Lugar ou de outros, tudo será bem recebido, certo é que não vou arredar um pouco que seja, dos princípios básicos definidos inicialmente para este projecto, acima referenciados.
O meu e-mail pessoal, fica ao seu inteiro dispor: victormgoncalves@gmail.com
Mas lembre-se de se identificar, pois só assim poderei retribuir o seu contacto.